
Um ninho de sangue negro
um barulho do veneno a ser expelido
ninguém gostaria de entrar nesse ninho, tão cruel!
Mas ela entrou, respirando o ar mais contaminado possivel.
Com seu coração posto a prova
e as lágrimas de dor, tão cruel !
pobre menina, desse ninho não
sai mais.
Olha ao redor só vê potes de veneno
por favor me dê um copo !
A força se esgotando, o suor corria pelas temporas
seu belo rosto estava se transformando
em um mar maligno,
seus olhos esbugalhados, sua voz quase rouca
tudo transforma-se em um mar maligno. tão cruel !
Procurando uma saida, por favor
dê-me um copo de veneno, quero bebe-lo até
a ultima gota, aquela mais amarga,
aquela que acabará de vez comigo, tão cruel !
mesmo que nada mude, me entregarei ao sacrificio
Olho ao redor, so vejo cobras
sou como um rato suculento, me sugam, me sugam
me matam, me matam, alguém por favor
me tire daqui ? tão cruel, tão cruel !
Observada por najas e jararacas
nada de jibóia, o veneno daqui é do pior
daquele que corrói até a alma, os sinos
as cruzes, tudo se volta a ela, estar ali é
cavar sua propria sepultura, mas
isso é tão cruel, alguém me tira daqui ?
por fora as máscaras são reais, figuras distorçidas
mas tem sempre uma hora, que as máscaras caem, acho
que cairam, comtemplo seus rostos, cheios de odio,
falsidade e um tempero de inveja, tão cruel ! esse ninho de cobras
esse mar maligno, esse banho de veneno. meu senhor me tire daqui !
meu senhor, por favor me tire daqui !